sexta-feira, 9 de outubro de 2026

VÍDEO: Após Governo Lula cortar recursos do BPC, Janones fala que Flávio fará isso

 




O deputado federal André Janones (Avante-MG) publicou um vídeo nas redes sociais em que alerta aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) sobre possíveis mudanças nos reajustes dos benefícios em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração ocorre após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar uma economia estimada em R$ 1,8 bilhão nas despesas com o BPC para 2026, dentro de um pacote de ajustes no Orçamento federal.

A notícia é do Portal 96. Na gravação, Janones afirma que a equipe de Flávio estuda desvincular os reajustes das aposentadorias e do BPC dos aumentos do salário mínimo. Segundo o parlamentar, a medida poderia fazer com que esses benefícios deixassem de acompanhar a evolução do piso nacional ao longo dos anos. Janones cita uma proposta de ajuste fiscal que, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, teria como objetivo economizar cerca de R$ 250 bilhões.

O deputado também afirma que Flávio não teria descartado a possibilidade de implementar as mudanças, mas indicado que elas ainda não constituem uma posição oficial da campanha. A eventual desvinculação dos benefícios do salário mínimo, no entanto, não deve ser tratada como uma decisão confirmada, uma vez que a proposta depende de definições políticas e de possíveis medidas legislativas.

A declaração ocorre em meio a mudanças anunciadas pelo governo Lula no planejamento orçamentário. O Executivo informou uma economia projetada de R$ 11,5 bilhões nas despesas previdenciárias, R$ 4,1 bilhões em gastos com pessoal e encargos sociais e R$ 1,8 bilhão no BPC. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, os números representam uma revisão das projeções de crescimento das despesas, e não necessariamente cortes diretos nos valores pagos aos beneficiários.

No mesmo período, Lula anunciou o reajuste do Bolsa Família, com aumento do benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O impacto estimado da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. Para acomodar o aumento, o governo prevê economizar recursos em diferentes áreas do Orçamento federal.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros


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