Das 22 apostas do Palácio do Planalto que deixaram o
governo para concorrer nas eleições de 2026, apenas 9 conseguiram garantir a
vitória logo no primeiro turno, o que representa menos da metade do antigo
primeiro escalão que entrou na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva havia incentivado essas saídas com o objetivo de fortalecer
candidaturas aliadas e ampliar a presença governista no Congresso.
O revés foi especialmente marcante nas disputas
majoritárias para os governos estaduais, onde nenhum dos ex-ministros
candidatos obteve sucesso. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-comandante da
Fazenda e que teve Márcio França (PSB) como vice, foi derrotado por Tarcísio de
Freitas (Republicanos). Já em Alagoas, Renan Filho (MDB), ex-ministro dos
Transportes, ficou em segundo lugar com 47,37% dos votos, sendo superado por
JHC (PSDB), que venceu com 52,20%.
Derrotas e Vitórias na Corrida ao Senado
e à Câmara
Entre os oito ex-ministros que concorreram às vagas
ao Senado em seus estados, apenas dois saíram vitoriosos: Rui Costa (PT) na
Bahia e André Fufuca (PP) no Maranhão. Nomes de peso como Marina Silva e Simone
Tebet (em São Paulo), Gleisi Hoffmann (no Paraná), Carlos Fávaro (em Mato
Grosso), Celso Sabino (no Pará) e Paulo Pimenta (no Rio Grande do Sul) ficaram
de fora.
Na Câmara dos Deputados o desempenho foi mais
favorável na busca por cadeiras. Dos nove ex-ministros concorrentes, seis foram
eleitos: Anielle Franco (PT-RJ), Jader Barbalho Filho (MDB-PA), Juscelino Filho
(PSDB-MA), Nísia Trindade (PT-RJ), Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia
Guajajara (PSOL-SP). Derrotas notáveis na mesma categoria incluíram Daniela
Carneiro, Márcio Macêdo e Paulo Teixeira.
Já nas Assembleias Legislativas Estaduais, Macaé
Evaristo (PT) foi a única representante do grupo a disputar uma vaga estadual,
elegendo-se para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Ao todo, 30 ministros haviam deixado a gestão desde
o início do terceiro mandato de Lula, mas apenas 22 efetivamente registraram
candidaturas. Enquanto o saldo das urnas no primeiro turno foi desfavorável
para boa parte dos antigos auxiliares, Geraldo Alckmin (PSB) segue na disputa
nacional como candidato a vice na chapa presidencial. O pleito para o Palácio
do Planalto será decidido em segundo turno no dia 25 de outubro, em uma disputa
acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
Com informações do Diário do Poder

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