O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado
pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), foi retirado do ar na
noite desta terça-feira (13), após determinação do presidente do TSE, ministro
Kassio Nunes Marques. A ferramenta reúne mais de 4 milhões de inscritos e é
utilizada para divulgar conteúdos de apoio à candidatura do presidente Lula
(PT).
A suspensão ocorreu após uma ação apresentada pela
campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questionou a regularidade do canal.
Inicialmente, Nunes Marques determinou a interrupção integral das atividades
até que a ferramenta fosse formalmente registrada na Justiça Eleitoral.
A campanha de Lula realizou o registro nesta
terça-feira, e o ministro reconheceu o cumprimento da exigência. No entanto,
estabeleceu que o canal só poderá retomar suas atividades após o prazo de 48
horas previsto em resolução do TSE, desde que sejam observadas as regras de
identificação do responsável pela propaganda eleitoral.
A defesa de Lula informou que o registro foi
realizado apenas para cumprir a determinação judicial e não representa o
reconhecimento de que o canal seja administrado pela campanha. Segundo os
advogados, a ferramenta foi criada e é gerenciada por Janones, sem supervisão
direta da candidatura.
A controvérsia também provocou divergências no TSE.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
defendeu que a discussão sobre o funcionamento do canal seja submetida ao
plenário da Corte, diante da proximidade do 2º turno das eleições.
Nas redes sociais, Janones criticou a suspensão e
afirmou que o canal nunca divulgou notícias falsas. O deputado também
questionou o momento em que a ferramenta foi retirada do ar, durante a votação
sobre o fim da escala 6×1.
Com informações do g1

Nenhum comentário:
Postar um comentário