A divulgação da pesquisa Quaest nessa quarta-feira
(14) acendeu o sinal de alerta entre a cúpula do Partido dos Trabalhadores
(PT). A expectativa de dirigentes petistas era que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva já assumisse a liderança isolada sobre o senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) na disputa da eleição presidencial.
O levantamento, contudo, apontou um cenário de
empate técnico com o adversário numericamente à frente: Flávio registra 46% das
intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula, com margem de erro de
dois pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com informações obtidas pela coluna do
jornalista Edilson Salgueiro, da Revista Oeste, o estresse nos bastidores
petistas decorre da percepção de que a combinação de medidas econômicas populistas
com a forte mobilização digital liderada pelo deputado André Janones (Rede-MG)
ainda não produziu o crescimento esperado nas urnas.
Dentro do Planalto e do PT, a avaliação é de que
Lula encontra sérias barreiras para romper o atual teto eleitoral e consolidar
uma virada. O descontentamento se intensifica diante do alto volume de recursos
públicos já empenhados: desde o término do primeiro turno, o governo anunciou
um pacote de medidas com impacto fiscal estimado em R$ 25,8 bilhões até 2027,
com o objetivo claro de atrair o eleitorado de baixa renda e pequenos
empreendedores.
A Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais
entre os dias 10 e 13 de outubro. O nível de confiança é de 95%, e o
levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.
Com informações da Revista Oeste

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