Os contratos futuros de real perdiam grande força na
noite deste domingo (25) após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) para um quarto mandato.
Negociadas pelo CME Group, as opções mensais de
BRL/USD cediam 10,17% por volta das 21h58. No pior momento, o real chegou a
perder 12% de valor frente ao dólar.
Na sexta-feira (23), último pregão antes do segundo
turno disputado neste domingo, a cotação da divisa norte-americana no Brasil havia registrado
baixa de 0,97%, a R$ 4,9896 na venda, em meio ao otimismo que o mercado
financeiro vinha cultivando com a possibilidade de vitória do candidato da
oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Quando as urnas mostraram o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente de Lula no
primeiro turno das eleições, realizado no dia 4 de outubro, o dólar à vista fechou em baixa de 4,12%, a R$ 5 na
venda na segunda-feira, 5 de outubro.
O mercado vinha tratando a vitória de Flávio como a
possibilidade de uma virada na política fiscal do governo, promovendo o
rearranjo das contas públicas e controle da dívida bruta federal.
Consequentemente, esperava que o movimento trouxesse alívio aos juros
praticados no país.

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