Na tentativa de criar pânico eleitoral na reta final
do segundo turno, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a
distorcer declarações da coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro (PL),
Daniella Marques, acusando o adversário de planejar “cortes” no Bolsa Família.
Nesta segunda-feira (19), o porta-voz do QG petista,
senador Camilo Santana (PT), foi a público atacar a proposta de revisão de
gastos. Camilo usou a fala de Daniella para alimentar a narrativa de que o
programa social estaria sob ameaça.
A realidade das propostas, no entanto, desmente o
discurso místico do PT. A medida desenhada pela equipe de Flávio Bolsonaro
estabelece uma regra de transição de 2 anos para quem conseguir um emprego
formal ou abrir o próprio negócio. Na prática, trata-se de um modelo de mais
proteção ao beneficiário, que mantém o auxílio por até 24 meses enquanto busca
a independência financeira — com retorno automático ao programa caso o
empreendimento ou emprego não dê certo.
Enquanto o modelo atual mantido pelo governo Lula
oferece proteção por apenas 1 ano, a proposta de Flávio estende essa garantia
pelo dobro do tempo (2 anos) e desburocratiza a volta ao benefício.

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