A influenciadora digital brasileira Malévola Alves,
de 22 anos, foi detida nesta terça-feira (20), na cidade de Alexandria, no Egito,
após a divulgação de vídeos que provocaram uma investigação das autoridades
locais. LÁ FORA TEM MORAL.
Conhecida nas redes sociais por suas publicações
polêmicas, Malévola, cujo nome é Mariana Alves Gadelha Pereira, foi detida ao
lado da amiga Bruna Mercatelli, também uma mulher trans.
Segundo o Ministério do Interior egípcio, as duas
aparecem em gravações realizando gestos de conotação sexual e supostamente
assediando pessoas que circulavam pelas ruas. As autoridades afirmam que ambas
admitiram ter produzido e publicado os vídeos para conquistar mais
visualizações.
Ministério do Interior do Egito
O episódio levanta uma questão: será que as
influenciadoras imaginaram que poderiam repetir no Egito comportamentos que
costumam gerar repercussão nas redes sociais brasileiras sem enfrentar
consequências legais?
O fato é que, fora do Brasil, as regras são
diferentes. No Egito, país de costumes conservadores e legislação rigorosa
sobre determinadas condutas públicas, atitudes consideradas ofensivas à
moralidade podem resultar em investigação e detenção.
Após a abordagem policial, Malévola relatou momentos
de desespero e afirmou que os passaportes foram retidos. Ela também declarou
que os policiais fizeram perguntas relacionadas à identidade de gênero das
duas.
A defesa da influenciadora informou que acionou a
Embaixada do Brasil no Cairo e busca garantir sua integridade física e seus
direitos legais. O caso foi encaminhado ao Ministério Público egípcio, e ainda
não há informação sobre condenação judicial.
A situação serve de alerta: buscar curtidas e
visualizações não coloca ninguém acima das leis do país que está visitando.
FOCOELHO

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