É capa de Veja na reta final com
pauta bomba na reta final da campanha .
Daniel Vorcaro,
dono do Banco Master, afirmou em áudios e documentos ter pago R$
30 milhões em espécie para custear um documentário sobre o
presidente Lulae o Instituto Lula. Vorcaro está preso
desde março em Brasília, acusado de fraude
bancária.
Segundo o banqueiro, o pagamento foi condição para
que o Banco Master obtivesse acesso aos fundos de pensão federais.
O documentário, dirigido pelo cineasta Oliver
Stone, era gerenciado por Paulo Okamotto, diretor do Instituto
Lula.
O ESQUEMA DE PROPINAS
De acordo com a reportagem, Vorcaro teria relatado
que o então CEO do banco, Augusto Lima, foi o responsável por
articular a aproximação com o PT, utilizando Jaques Wagner,
à época líder da bancada governista no Senado, como intermediário. O contato
inicial resultou em um encontro com João Vaccari Neto,
ex-tesoureiro do PT.
Nessa reunião, eles teriam definido que o banco
teria de repassar 10% sobre os recursos captados junto aos
fundos de pensão Previ, Caixa Asset e Banco
do Brasil como contrapartida para garantir os votos necessários ao
credenciamento. O pagamento pelo documentário integraria esse acordo.
Vorcaro teria mencionado ainda, de acordo com a
revista, Alexandre Padilha, que ocupava à época o cargo de ministro
responsável pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência,
como um dos envolvidos no esquema.
OS VALORES DECLARADOS
Se a operação tivesse dado certo, o “petismo”
embolsaria R$ 1 bilhão, conforme o relato de Vorcaro. Ele próprio
faturaria R$ 9 bilhões. Ambos os valores são condicionais:
dependiam do sucesso da captação junto aos fundos estatais.
“Banco do Brasil a gente estruturou isso com ele
[Vaccari]. É… O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula… E aí tem
o negócio do filme também. O cara [Vaccari] pede para colocar dinheiro no filme
do Lula”.
FILME CERTO X FILME ERRADO
Além do pagamento pelo documentário sobre Lula,
Vorcaro afirma ter desembolsado mais de R$ 60 milhões para o
filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
Em áudio, ele teria distinguido os dois casos: o
pagamento pelo filme de Lula teria sido feito “por fora”, enquanto o de
Bolsonaro teria sido um patrocínio regular.
Em junho, a Procuradoria-Geral
da República (PGR) rejeitou uma segunda proposta de delação premiada
submetida por Vorcaro, alegando ausência de comprovação dos pagamentos
realizados em espécie.
Em resposta, a defesa de Vorcaro apresentou
mensagens de WhatsApp, registros de retiradas bancárias e rotas de entrega como
elementos de prova.
Fonte: TMC

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