Integrantes do governo Lula avaliam que a decisão do
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de apreender
os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL) pode acabar fortalecendo o discurso de
perseguição política do senador, derrotado na eleição presidencial.
Ministros do governo Lula ouvidos pela coluna
da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles consideram que uma
eventual saída de Flávio do Brasil seria prejudicial também ao presidente Lula
(PT), pois poderia mudar a percepção pública sobre o senador. “Passa de
criminoso para perseguido”, afirmou um ministro, sob reserva.
Senadores aliados do petista também criticaram a
medida de Moraes, classificada em conversas reservadas como “inadequada” e
“precipitada”. Para esses parlamentares, a decisão pode ampliar a tensão
política e favorecer a narrativa de Flávio de que estaria sendo perseguido.
A Polícia Federal entrou em contato com autoridades
argentinas para verificar se o senador deixou o Brasil pela fronteira com o
país vizinho. A apuração começou após o site argentino Infobae noticiar que
Flávio teria viajado até a Argentina para embarcar em um jatinho com destino
aos Estados Unidos.
Fontes da cúpula da PF afirmaram que não há registro
de passagem do senador por postos regulares de migração brasileiros nas últimas
horas, mas admitiram a possibilidade de cruzamento da fronteira sem
fiscalização.
Com informações da coluna
da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles

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