Sem máquina, sem cargos comissionados, sem ajuda de
custo e sem ajuda de combustível, o grupo de Lilico Bezerra reuniu 4.054 votos
e entrou de vez na conversa sobre o futuro da cidade.
A noite que ninguém esperava assim
Foi no fim da tarde deste domingo que os números
começaram a aparecer. Primeiro devagar, depois de uma vez. Em Tangará,
celulares passaram de mão em mão, grupos de WhatsApp não pararam de apitar, e
quem estava na rua parou para olhar a tela.
Quando as urnas foram apuradas, o retrato estava
ali: Cadu de Lula (PT-13) com 4.054 votos, 43,49%. Allyson (União-44) com 5.267
votos, 56,51%. Uma diferença de 1.213 votos e uma pergunta que passou a
circular pela cidade: como foi que isso aconteceu?
O que as redes prometiam e o que as urnas disseram
Durante a campanha, circularam nas redes publicações
com imagens de carreata, paredão e muita aglomeração, falando em grande
vantagem de um lado. É a linguagem das redes sociais: barulho, bandeira, festa.
Mas voto não se mede em barulho. Voto é decisão
silenciosa, tomada dentro da cabine, longe de qualquer palco. E a decisão de
4.054 tangaraenses foi clara: eles acreditavam em outro caminho.
Festa de rua não é voto. O eleitor sabe disso, e
respondeu.
Uma campanha feita de gente
O que sustentou essa votação não foi estrutura. Foi
gente.
Sem cargos comissionados. Sem ajuda de custo. Sem
ajuda de combustível. A campanha ligada a Lilico Bezerra foi feita à base de
militância voluntária: quem pegou o próprio carro, quem gastou a própria
gasolina, quem largou o fim de semana para bater de porta em porta.
Foram conversas no portão, cafés na calçada, visitas
a comunidades, ouvidos abertos para dores que a cidade conhece bem. Cada voto
de domingo começou semanas antes, com um aperto de mão.
Quem é o homem por trás desse movimento
Para entender a força de Lilico Bezerra, é preciso olhar para a trajetória.
Essa estrada, feita de trabalho e proximidade, explica por que seu nome é lembrado quando o assunto é Tangará. Quem convive com ele descreve alguém que escuta antes de falar e que não esquece o rosto de quem pediu ajuda.
O que quatro mil votos significam
Números frios dizem pouco. Vale traduzir:
Quase metade do eleitorado que foi às urnas escolheu
esse projeto.
Foram 4.054 histórias: o comerciante, a dona de
casa, o jovem que votou pensando no futuro, o idoso que acredita que ainda dá
tempo de ver a cidade melhorar.
Tudo isso aconteceu sem a estrutura que normalmente
move uma campanha.
Na política, existe a votação que se compra, a que
se arranja e a que se conquista. Esta, na leitura de quem esteve na caminhada,
foi conquistada.
A sucessão municipal já tem um nome na boca do povo
Nas rodas de conversa, nas mesas de bar, na feira, o
assunto virou outro: e depois? Quem vem para a sucessão municipal?
Para apoiadores, a resposta já está dada. Lilico
Bezerra é apontado como o nome mais forte para o próximo capítulo da política
de Tangará e, na visão de quem caminha com ele, o futuro prefeito da cidade.
Política tem tempo, alianças e reviravoltas, e
ninguém ganha eleição antes dela acontecer. Mas quem começa a corrida com quase
44% do eleitorado nas costas, sem máquina, já larga numa posição que muitos
gostariam de ter.
O recado das urnas
Allyson venceu em Tangará, e o resultado das urnas merece
respeito. É assim que a democracia funciona. Mas democracia também é ouvir o
que o eleitor disse com os votos que não foram para o lado vencedor: que existe
uma Tangará que quer ser ouvida, que quer ser vista e que não vai se calar.
Quatro mil vozes não desaparecem de um dia para o
outro. Elas voltam nas conversas, nas ruas, na próxima eleição.
E agora?
A estrada está aberta. A base está de pé. O povo já
provou que caminha junto.
O que vem pela frente só o tempo dirá. Mas uma coisa
já está escrita nas urnas de Tangará: o nome de Lilico Bezerra entrou para a
história política da cidade, e quem esteve nessa noite sabe que isso é só o
começo.
Tangará Acontece segue acompanhando cada passo.

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