O ministro André Mendonça, vice-presidente do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que cabe aos próprios candidatos
decidir quais informações desejam divulgar, sem necessidade de autorização da
Justiça Eleitoral. A declaração foi feita durante a análise do pedido de
abertura dos sigilos de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira
(22).
Os candidatos podem divulgar voluntariamente
extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e registros telefônicos.
Mendonça ressaltou que a iniciativa não substitui investigações oficiais para
apurar possíveis irregularidades.
“É de conhecimento público que recursos de origem
ilícita, procedentes de corrupção e lavagem de dinheiro, invariavelmente não
transitam pelas contas de seus beneficiários, mas por interpostas pessoas”,
escreveu.
Nesta quinta-feira (22), as campanhas de Lula e
Flávio apresentaram um documento conjunto autorizando a abertura total e
simultânea dos sigilos dos dois candidatos. O pedido solicita que órgãos como
Banco Central, Receita Federal, instituições financeiras e operadoras de
telefonia forneçam os dados para divulgação pública.
A campanha de Lula, no entanto, defendeu que a
medida inclua informações da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer
Tomaz. A petição cita registros da Polícia Federal que apontariam Flávio como
“usuário master” de uma conta associada à empresa. O senador também teria
viajado em um jato executivo ligado a Tomaz. A equipe de Flávio, por sua vez,
afirmou que pretende analisar os documentos apresentados pela campanha petista
antes de entregar os próprios dados. O segundo turno da eleição presidencial
será neste domingo (25).

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