sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Janduís/RN: Operação do GAECO impulsiona questionamento sobre quem exerce, de fato, o poder de Chefe do Executivo na Prefeitura

 


A prerrogativa desse cargo é exclusiva a quem detém cargo eletivo, como prefeito, vice-prefeito, e/ou vereador Presidente da Câmara, mas, jamais, alguém sem mandato eletivo, a menos que a LOM de Janduís tenha tal dispositivo (ilegal).

ENTENDA

Diligências do Ministério Público, GAECO e Polícia Militar em Janduís e Caicó trazem à tona questionamentos sobre a situação política e jurídica do município.

JANDUÍS (RN), 23 de outubro de 2026 – Uma publicação divulgada nesta sexta-feira informa que equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público e da Polícia Militar estiveram em endereços de Janduís e Caicó, incluindo a Secretaria Municipal de Saúde de Janduís.

O episódio chama a atenção para uma questão política e jurídica que envolve o ex-prefeito Salomão Gurgel e Elvécio Gurgel, atual prefeito, apontado no contexto da controvérsia como o prefeito de direito.

CONDENAÇÃO JUDICIAL E DISPUTA SOBRE O CARGO

Salomão Gurgel foi condenado em ação de improbidade administrativa relacionada a irregularidades na contratação de uma empresa durante a gestão municipal de 2005 a 2008.

O processo é o 0100155-22.2015.8.20.0141. A condenação transitou em julgado em 2021, e o Ministério Público requereu sua execução, incluindo a penalidade de perda da função pública.

Em 2024, a discussão sobre a permanência de Salomão no cargo chegou ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, no agravo de instrumento 0804992-02.2024.8.20.0000.

QUEM EXERCE O PODER NA PRÁTICA?

A principal questão levantada neste caso é se Salomão Gurgel continua exercendo influência ou atribuições próprias do comando municipal, enquanto Elvécio Gurgel seria o responsável legal pela Prefeitura.

A hipótese de exercício de fato do poder público merece esclarecimento, especialmente se houver documentos que demonstrem quem autorizava despesas, orientava secretários, conduzia decisões administrativas ou representava institucionalmente o município, e até de quem fez a abertura oficial da Festa de Santa Terezinha, padroeira de Janduís.

Entretanto, a presença de agentes públicos em endereços relacionados aos envolvidos não comprova, por si só, irregularidade no exercício do cargo. Da mesma forma, ainda não foi possível confirmar, por fonte oficial, que a operação desta sexta-feira tenha como objeto específico a suspeita de exercício irregular das funções de prefeito.

O QUE AINDA PRECISA SER ESCLARECIDO

Até o momento, não foi identificado o número do procedimento investigatório relacionado às diligências de 23 de outubro de 2026, nem foi localizada uma nota oficial que esclareça integralmente o objeto da operação.

Também é necessário verificar a decisão judicial vigente na data das diligências e a situação formal da chefia do Executivo municipal, tendo em vista que foi direcionada as casas de Salomão Gurgel em Janduís e Caicó, e a secretaria de saúde de Janduís sobre o comando atual como secretária de saúde, Nailka Saldanha, mulher de Salomão Gurgel, e nada foi feito em relação ao prefeito de diteito Elvecio Gurgel.

A pergunta central permanece: quem detém legalmente o comando da Prefeitura de Janduís e quem, na prática, toma as decisões administrativas?

A resposta depende da análise dos documentos judiciais e dos esclarecimentos oficiais do Ministério Público.

Até lá, a hipótese de Salomão Gurgel atuar como prefeito de fato deve ser tratada como uma questão a esclarecer.

 

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