Relatos de bastidores apontam que
ocupantes de cargos teriam sido afastados após não acompanharem o grupo do
prefeito ou do ex-prefeito
A política de Serra Caiada vive dias de tensão.
Cresce no município a discussão sobre exonerações de pessoas que ocupavam
cargos públicos e que, segundo relatos políticos, passaram a sofrer
consequências depois de não acompanharem o grupo do atual prefeito ou do
ex-prefeito.
Até o momento, a gestão não apresentou uma explicação
pública sobre os critérios das exonerações. A reportagem pretende ouvir os
citados e mantém espaço aberto para manifestação.
O que está em jogo
Cargos comissionados são de livre nomeação e
exoneração, e a lei permite que a gestão faça mudanças em sua equipe. O que se
questiona é o motivo. Se o afastamento decorre de divergência política e não de
critério técnico ou administrativo, o debate deixa de ser jurídico e passa a
ser ético: o cargo público existe para servir à população ou para garantir
fidelidade a um grupo?
A situação seria ainda mais grave se envolvesse
servidores efetivos, protegidos por estabilidade, com remoções, perda de função
ou outras formas de retaliação. Nesse caso, a prática poderia ser questionada
como desvio de finalidade.
A pergunta que fica
Se alguém perdeu o cargo apenas por pensar diferente
ou por não acompanhar um projeto político, onde fica o respeito à liberdade de
escolha?
A democracia exige que o cidadão possa votar
livremente, e exige também que o servidor possa ter suas amizades e posições
sem medo de perder o sustento. Cargo público não pode ser moeda de troca por
apoio político.
Diálogo, respeito e liberdade
O que se espera é que a gestão esclareça os
critérios adotados e que os órgãos de controle, a Câmara Municipal e o Ministério
Público acompanhem o caso, caso haja denúncias formais. Serra Caiada precisa de
diálogo, respeito e liberdade, não de medo.
Esta matéria está aberta ao direito de
resposta do prefeito, do ex-prefeito e de todos os citados.

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