Os resultados do primeiro turno das eleições
revelaram um abismo entre o cenário projetado pelos principais institutos de
pesquisa e o veredito das urnas. Tanto na disputa nacional quanto em cenários
estaduais, as sondagens divulgadas na reta final da campanha falharam em
antecipar a virada que recolocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança
da corrida presidencial.
Apesar de os levantamentos de véspera apontarem a
liderança do presidente Lula (PT), a apuração oficial de 100% das urnas,
concluída na madrugada de segunda-feira (5), mostrou um panorama invertido.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente com 47% dos votos válidos,
seguido por Lula, com 45%. A diferença consolidada foi de cerca de 2,2 milhões
de votos a favor do candidato do PL.
Nenhuma das principais pesquisas publicadas nos dias
anteriores à votação conseguiu antecipar o resultado real. Levantamentos de
institutos como Datafolha, Quaest, Atlas, CNT e Real Time Big Data projetavam
a vitória ou a dianteira do atual presidente:
- Datafolha: Lula
(45%) x Flávio Bolsonaro (42%)
- Pesquisa
Quaest: Lula (46%) x Flávio Bolsonaro
(45%)
- Real
Time Big Data: Lula (43%) x Flávio Bolsonaro
(39%)
- Pesquisa
Atlas/Intel: Lula (47%) x Flávio Bolsonaro
(44,1%)
- Pesquisa
CNT: Lula (47,8%) x Flávio Bolsonaro (42,1%)
A defesa dos institutos
Questionados sobre o descompasso, os institutos
minimizaram os erros sob o argumento de que as pesquisas refletem apenas um
“retrato do momento” e que a dinâmica da reta final foi influenciada por
fatores de última hora, como a consolidação de um forte movimento de voto útil
à direita em favor de Flávio Bolsonaro.
Apesar das justificativas, o desempenho das urnas
recoloca em debate a precisão das metodologias de captura de intenção de voto
na véspera de pleitos polarizados, ampliando a pressão sobre o setor de opinião
pública.
Com informações do Metrópoles

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