As decisões dos ministros Estela Aranha, do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF),
que antecederam o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, provocaram
uma sequência de críticas entre colunistas do Estadão. As análises questionam a
mudança das regras às vésperas do encontro e seus efeitos sobre a disputa
eleitoral.
Eliane Cantanhêde escreveu que TSE e STF “salvam
Lula e matam o principal debate” e lembrou que o presidente Lula já havia
confirmado que não compareceria, enquanto Flávio Bolsonaro também desistiu na
última hora. Para a colunista, as duas decisões deixaram o cenário em “zero a
zero para Lula e Flávio”.
Raquel Landim foi na mesma direção ao afirmar que
“Lula escolheu o púlpito vazio e foi protegido pelo Judiciário”. Segundo ela, o
presidente teve a oportunidade de apresentar suas propostas em horário nobre e
compará-las às dos concorrentes, mas decidiu não comparecer “por cálculo
político”.
Ricardo Corrêa chamou atenção para outra
consequência. Na avaliação dele, o episódio pode esvaziar o interesse das
emissoras em realizar debates nos próximos processos eleitorais diante da
possibilidade de regras acertadas com as campanhas serem derrubadas
posteriormente por decisões judiciais.
Com informações do Estadão

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