A Bolsa brasileira perdeu cerca de R$ 835,2 bilhões
em valor de mercado entre o fechamento de sexta-feira (23) e o início da tarde
desta segunda-feira (26), em meio à reavaliação das expectativas econômicas
após o a vitória de Lula segundo turno das eleições presidenciais.
O levantamento, baseado em dados da B3 e nas
cotações de 297 companhias, aponta que parte da queda está relacionada à
frustração de investidores que apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e
em uma política de maior controle dos gastos públicos.
Relatórios do BTG Pactual e do Citi destacam
preocupações com a política fiscal, as empresas estatais e a agenda de reformas
do próximo governo. A perspectiva de juros de longo prazo mais elevados também
pressiona as ações, ao encarecer o crédito e tornar a renda fixa mais atrativa.
Bancos, Petrobras e empresas ligadas ao consumo
doméstico estiveram entre os setores mais afetados. Já exportadoras como Vale,
WEG, Suzano e Embraer registraram valorização, beneficiadas, entre outros
fatores, pela desvalorização do real.
O cálculo considera cotações consultadas por volta
das 14h e empresas que representavam 99,61% do valor de mercado da B3 na
posição-base. A cifra representa a redução do valor atribuído às companhias
pelas ações, e não uma retirada efetiva de R$ 835 bilhões da Bolsa.
Com informações de UOL

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