A Bolsa brasileira caminha para registrar a pior
semana de sua história. O Ibovespa acumula queda de 17,5% até esta sexta-feira
(30), após cinco sessões consecutivas de perdas. Se o resultado for mantido até
o fechamento, superará o recorde negativo anterior, registrado em março de
2020, durante o agravamento da pandemia de Covid-19, quando o índice recuou
15,6% em uma semana.
Por volta das 11h42, o principal indicador da B3
caía 0,42%, aos 168.480 pontos. Mais cedo, chegou a recuar 1,29%, atingindo
167.007 pontos.
A pressão sobre o mercado reflete a preocupação dos
investidores com a situação fiscal brasileira, a falta de sinais de ajustes nas
contas públicas para 2027 e resultados corporativos abaixo das expectativas no
exterior.
O cenário internacional também contribuiu para as
perdas, com bolsas em baixa e recuo de 1,18% no preço do minério de ferro
negociado em Dalian, na China.
Para o economista e consultor financeiro Leonardo
Mendes, da Manchester Investimentos, a falta de sinalizações do governo sobre
medidas de ajuste fiscal aumenta a insegurança dos investidores.
“Não houve nenhuma declaração por parte do governo,
apaziguando o humor dos mercados, no sentido de que fará algum ajuste”,
afirmou.

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