domingo, 13 de setembro de 2026

Vorcaro pediu notebook na prisão e Gonet concordou, mas Mendonça vetou a brincadeira

 


O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deu parecer favorável ao pedido da defesa de Daniel Vorcaro para usar um notebook na prisão e receber advogados nos fins de semana. A solicitação foi feita em março deste ano, quando o ex-banqueiro estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e negociava um acordo de delação premiada. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, porém, negou os pedidos.

Segundo a defesa, as medidas ajudariam a dar mais rapidez às negociações para uma eventual colaboração. O pedido ocorreu pouco depois da segunda prisão de Vorcaro. O acordo de delação acabou sendo recusado em junho. A decisão sobre o notebook e as visitas consta do conjunto de documentos relacionados ao caso cujo sigilo foi levantado recentemente.

O episódio ganhou destaque após a divulgação, em relatório da Polícia Federal, de mensagens que indicam uma relação próxima entre Vorcaro e Gonet. As conversas, intermediadas principalmente pelo advogado Ciro Soares, incluem referências a encontros, convites para Londres e o pagamento de despesas de viagem do filho do procurador-geral pelo então banqueiro.

Com informações do Diário do Poder

 

 

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