A Prefeitura de Natal realizou, durante a noite
desta quinta-feira (3), uma operação para retirar cigarreiras instaladas na
Avenida Coronel Estevam, no bairro Alecrim, na Zona Leste da capital. Segundo a
gestão municipal, a ação faz parte do ordenamento do comércio informal na
região.
Imagens gravadas por populares mostram equipes da
Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) durante
a operação. Em um dos vídeos, é possível ver o momento em que uma das
cigarreiras é derrubada pelos agentes.
A ação aconteceu durante a noite, quando parte do
comércio do Alecrim já estava fechada. Segundo informações apuradas pela
reportagem, nem todos os proprietários dos pontos estavam no local no momento
da retirada.
Um dos proprietários esteve no local após a
retirada. Franklin Raniere, que vendia plantas em uma das cigarreiras, afirmou
que já havia sido notificado anteriormente pela Prefeitura sobre a situação
irregular do comércio.
O comerciante disse ainda que acredita que a
estrutura de uma laje localizada acima dos pontos pode ter contribuído para a
decisão de retirada. O estoque de plantas mantido na cigarreira, segundo ele,
era pequeno.
Retirada gera reclamações
A operação também provocou indignação entre outros
comerciantes da região. Alguns afirmaram que as cigarreiras não prejudicavam a
circulação dos pedestres e defenderam a permanência dos pontos, destacando que
os espaços eram utilizados por famílias que dependiam da atividade para
garantir o sustento.
Na manhã desta sexta-feira (4), restaram apenas
destroços e materiais no local onde estavam as estruturas.
Segundo a Semsur, quatro cigarreiras foram
retiradas. A secretaria informou que os equipamentos estavam instalados em
desacordo com a legislação urbanística ou descumpriam portarias municipais que
proíbem novos comércios informais nessas áreas.
Os materiais retirados durante a operação foram
apreendidos e levados para a Semsur. Os proprietários podem procurar a
secretaria para solicitar a devolução das mercadorias.
De acordo com a Prefeitura, a retirada dos materiais
está condicionada ao pagamento de multa, que pode variar de R$ 600 a R$ 24 mil,
conforme cada caso.
A ação contou ainda com a participação de equipes da
Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e da Urbana.

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