A ex-primeira-dama e candidata ao Senado Michelle
Bolsonaro (PL) veio a público criticar a decisão da Justiça Eleitoral que
proibiu o uso da imagem de Jair Bolsonaro (PL) em sua propaganda eleitoral. O
ex-presidente atualmente cumpre prisão domiciliar.
Em um vídeo divulgado na noite desta segunda-feira
(21), Michelle apareceu segurando uma foto do casal junto ao peito e cobrindo o
rosto do marido. Na declaração, ela lamentou a medida. “Hoje, ele está preso,
isolado e com a voz silenciada. Como esposa, dói esconder o rosto do meu
marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo
país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão”,
comentou Michelle.
A suspensão imediata da propaganda foi determinada
na última quinta-feira (17) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito
Federal (TRE-DF). A medida atendeu a uma representação apresentada pela
campanha da candidata ao Senado Erika Kokay (PT).
De acordo com o juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, a
peça publicitária combinava declarações atribuídas a Bolsonaro, nas quais ele
dizia ter passado uma “missão” à esposa, com fotografias dos dois, associando
explicitamente a mensagem à candidatura dela.
Para o magistrado, o conjunto da obra transmitia
claramente ao eleitorado a mensagem de apoio político de Jair Bolsonaro à
campanha de Michelle. A defesa da acusação argumentou ainda que a propaganda
desrespeitava restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre
manifestações político-eleitorais do ex-presidente, mesmo por intermédio de
terceiros.
Com informações do Metrópoles

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