Um vídeo obtido pelo Diário do RN mostra
dois sócios da Dismed Distribuidora detalhando o que um deles chama de
“matemática de Mossoró” ao falar sobre a divisão de valores de contratos de
medicamentos com a Prefeitura. Na conversa, os empresários citam supostos
repasses de 15% para Allyson Bezerra e 10% para uma mulher identificada como
“Fátima”.
A gravação integra o material da Operação Mederi,
investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de irregularidades em contratos
da saúde durante a gestão de Allyson na Prefeitura de Mossoró. O atual
candidato ao Governo do RN está entre os investigados.
No vídeo, um dos empresários usa como exemplo uma
ordem de compra de R$ 400 mil. Segundo o cálculo apresentado na conversa, R$
100 mil seriam destinados a Allyson e “Fátima”, sendo 15% para o então prefeito
e 10% para ela.
As imagens foram obtidas por meio de escuta
ambiental instalada pela Polícia Federal no escritório da Dismed. De acordo com
o relatório da PF citado pelo Diário do RN, os homens que aparecem
na gravação são os sócios Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe
Zacarias Soares.
O material foi incorporado ao conjunto de provas
reunidas pela Operação Mederi, que investiga supostas irregularidades em
contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró na área da saúde.
Com informações do Diário do RN

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