Levantamentos internos acenderam o sinal amarelo no
QG da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus
marqueteiros. O cálculo é de que manobras recentes para impulsionar a
candidatura, como a proibição repentina das bets e a decisão do ministro Flávio
Dino de liberar publicações falsas sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro
(PL) sob o argumento de liberdade de expressão podem ter saído pela culatra. A
avaliação nos bastidores é de que o excesso de oportunismo acabou empurrando
eleitores indecisos e apoiadores de outros nomes diretamente para a base de
Flávio Bolsonaro.
Efeito colateral e voto útil
A guinada inesperada no humor do eleitorado
enfraquece a estratégia petista. A tendência de voto útil em curso ameaça
encolher o desempenho esperado de candidatos nanicos da oposição (como Caiado,
Zema, Cury e Renan Santos), que juntos pretendiam abocanhar de 11% a 13% dos
votos no primeiro turno para desidratar Flávio Bolsonaro.
Calculada imprudência
No caso das bets, a equipe de marketing falhou ao
não alertar o presidente sobre o impacto negativo de desagradar massivamente
clubes de futebol e torcedores em todo o país. Além do desgaste com o esporte,
críticos apontam miopia na medida: proibir as plataformas legais acabou
entregando de bandeja um mercado estimado em R$ 100 bilhões para o setor clandestino
e marginal.
Com informações da Coluna Cláudio
Humberto/Diário do Poder

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