Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que
integrantes de “A Turma”, grupo que, segundo a investigação, atuava a serviço
de Daniel Vorcaro, lamentaram a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do
caso Banco Master no STF.
“Está piorando muito rápido agora que saiu do
Toffoli”, escreveu Bruno Correa Lopes, apontado pela PF como integrante do
grupo, em conversa com Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo, no dia 27 de
fevereiro. A troca na relatoria havia ocorrido em 12 de fevereiro.
Segundo a investigação, “A Turma” era paga para
intimidar pessoas, comprar servidores públicos e obter informações sigilosas
por meio da invasão de sistemas oficiais. O grupo teria seis integrantes e
receberia cerca de R$ 400 mil por mês de empresas ligadas ao grupo empresarial
de Vorcaro.
Na mesma conversa, Bruno relata uma corrida da
família Vorcaro para vender patrimônio diante do avanço das investigações. “Vão
fazendo dinheiro para todo lado, antes que tomem”, afirmou ao mencionar a venda
de uma casa avaliada em R$ 40 milhões por R$ 20 milhões.
Toffoli deixou a relatoria após revelações sobre
ligações com Vorcaro envolvendo o resort Tayayá. A Maridt, empresa de dois
irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, tinha participação
no empreendimento.
Os diálogos fazem parte do material reunido pela PF
e enviado ao STF. Na sexta-feira (11), a Corte retirou o sigilo de diversas
peças relacionadas às investigações do Banco Master.
Com informações da Folha de S.Paulo

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