O colunista Mário Sabino, do Metrópoles,
fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes por usar um relatório de
inteligência da Polícia Federal para levantar suspeitas contra o também
ministro do STF André Mendonça.
Sabino afirma que o documento é “apócrifo”, não tem
valor como prova e apresenta indícios de ter sido produzido com auxílio de
inteligência artificial. Mesmo assim, afirma o colunista, Moraes tratou o
material como relatório oficial da inteligência da PF ao apontar supostas
irregularidades cometidas por Mendonça.
As acusações envolvem suposta interferência no
trabalho policial, condução irregular de tratativas para colaborações premiadas
e direcionamento de investigações que poderiam atingir Moraes e o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre.
Sabino também questiona a origem do documento e
levanta três perguntas: quem determinou a produção do relatório, por que o
material não tem identificação formal e por que teria sido encaminhado
diretamente a Moraes, e não à Presidência do STF.
Para o colunista, o episódio ocorre em meio ao desgaste
provocado pelas revelações do caso Banco Master e pelas informações sobre a
relação de Moraes com Daniel Vorcaro.
Sabino cita ainda as suspeitas levantadas sobre um
instituto ligado a André Mendonça. Segundo o ministro, o Banco Master chegou a
oferecer patrocínio à entidade, mas a proposta foi recusada. As contas do
instituto foram verificadas e, até o momento, não foi apontado recebimento de
recursos do banqueiro.

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