O texto é da coluna de Mario Sabino, do
Metrópoles:
Em completa subversão do seu papel constitucional, o
STF é, hoje, o maior agente de instabilidade político-institucional.
Desde que foi instaurado o teratológico inquérito
das fake news, a mais alta instância do Judiciário se tornou um Leviatã que
estende a sua sombra ameaçadora sobre os demais poderes da República e sobre
todos os aspectos da vida nacional, cerceando a ação partidária legítima e o
livre pensamento quando eles não são da sua conveniência.
Sem quaisquer limites impostos pela lei e pela
honra, ministros passaram a se querer donos do poder, de um poder absoluto que
os corrompe absolutamente tanto do ponto de vista moral, como material.
Não há que esperar de um monstro que elimine a sua
monstruosidade, e a nação pôde constatar esse truísmo na sessão da qual
Alexandre de Moraes deveria ter saído na condição de ministro investigado e
afastado das suas funções.
Como é impossível que o STF promova a autolimpeza
necessária para que volte ao seu leito de promotor de paz social, é o Senado
que precisará executar o saneamento, tal como lhe confere a Constituição.
Tão importante quanto a eleição presidencial será,
portanto, o pleito para a Câmara Alta do Legislativo.
É urgente eleger senadores comprometidos em levar
adiante o impeachment de ministros do STF, em livrar o tribunal dos seus
elementos perniciosos. Não como vingança pessoal ou política qualquer, mas como
ato de salvamento da República. Para que a tarefa seja cumprida, Davi
Alcolumbre não pode permanecer na presidência do Senado. Cúmplice do atual
estado de coisas, o seu lugar é a lata de lixo da História.
Não existe democracia na qual existem cidadãos que
se comportam como se estivessem acima da lei e que, investidos de deveres
constitucionais, violam a própria Constituição para satisfazer os seus apetites
mais baixos, deixando a sociedade em anomia.
É preciso resgatar a República do abraço mortal do
Leviatã. A eleição para o Senado é o único caminho.

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