A arrancada repentina do escritor e candidato
Augusto Cury nas pesquisas eleitorais pegou o presidente Lula e sua equipe de
surpresa. Em reunião com 16 empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, na
última segunda-feira, Lula admitiu nunca ter ouvido falar do adversário e
questionou os presentes sobre o fenômeno.
Horas antes, levantamento do instituto Nexus havia
apontado um crescimento de nove pontos percentuais para Cury, que alcançou 11%
das intenções de voto e garantiu a terceira colocação isolada. Inicialmente, o
presidente minimizou o avanço, creditando-o exclusivamente ao impulsionamento
nas redes sociais e defendendo que “candidato tem que ir pra rua”.
O ceticismo do Planalto, no entanto, durou pouco.
Pesquisas presenciais divulgadas na mesma semana pela Quaest (10%) e pelo
Datafolha (8%) confirmaram que o fenômeno digital transbordou para o eleitorado
físico. Os dados revelaram que Cury disparou entre os eleitores independentes,
nicho que é tratado como o fiel da balança de 2026, e que projetou o candidato
a alcançar 24% nesse segmento, superando o próprio presidente.
Embora analistas ponderem a viabilidade de uma vaga
no segundo turno, o novo peso político de Cury mudou drasticamente a rota da
campanha petista. Diante da sinalização do Datafolha de que a maioria do
eleitorado de Cury migraria para Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno,
operadores políticos de Lula já articulam canais de comunicação com o candidato
para buscar ao menos a sua neutralidade.
Com informações do UOL.

Nenhum comentário:
Postar um comentário