Os preços dos combustíveis subiram nesta semana nos
postos de Natal. A gasolina chegou a R$ 6,99 por litro em estabelecimentos de
diferentes regiões da capital potiguar, enquanto o diesel alcançou R$ 5,49.
Para motoristas que dependem do veículo diariamente, a alta representa um
impacto direto no orçamento.
A reportagem visitou algumas unidades e verificou
preços do litro da gasolina, por exemplo, entre R$ 6,35 e R$ 6,99. O Procon
Natal, órgão de defesa do consumidor, começou na última terça-feira (1º) o
levantamento de preços da primeira quinzena de setembro e já percebeu
alterações nos valores. Nos últimos levantamentos, o cenário era de queda nos
preços.
Para o economista Ricardo Valério, superintendente
do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon/RN), no entanto, o aumento é
pontual em algumas unidades. “Acho que o consumidor está assustado com os
preços e a volatilidade durante todo este ano, em função do conflito armado dos
Estados Unidos e do Irã. Mas, na realidade, a gasolina continua com a tendência
ainda de queda, desde o dia 16 de agosto”, diz Ricardo Valério.
Segundo Maxwell Flor, presidente do Sindicato do
Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos/RN), a redução
notada em agosto se deveu ao início da safra de cana-de-açúcar (etanol) no
estado, o que barateou a gasolina. Questionado sobre os fatores que podem
explicar o aumento recente relatado por consumidores, ele cita que o cenário
internacional continua registrando instabilidade geopolítica.
“Nas últimas semanas vimos o aumento do preço do
barril de petróleo. Isso pode ter provocado um aumento também que refletiu nas
bombas”, sugere. “Além disso, algumas distribuidoras também apresentaram
restrição em seus estoques. Quando existe essa restrição, normalmente o preço
acaba subindo”.
Dina Pérez, diretora-geral do Procon Natal,
recomenda que, caso o consumidor identifique práticas abusivas ou aumentos sem
justa causa, deve formalizar a denúncia junto ao órgão, por meio dos canais
oficiais de atendimento ou via e-mail, acompanhada preferencialmente da nota
fiscal de compra.
O Procon Natal fiscaliza os preços e monitora as
demandas e reclamações apresentadas pelos consumidores da capital,
“acompanhando de perto as movimentações do mercado e as variações nos valores
praticados nos postos da cidade para assegurar que não haja abusos contra o
direito do consumidor”, afirma.
O motorista por aplicativo Wellington Borges notou o
aumento nos combustíveis nesta semana, desde a gasolina, até o etanol e o gás
natural veicular (GNV). Segundo ele, o litro do etanol subiu, em média, de R$
4,59 para R$ 5,19 no local onde abastece o veículo. Ele também usa GNV e
abastece o veículo todos os dias.
Mesmo um aumento pequeno no preço do metro cúbico do combustível já impacta
bastante o orçamento do motorista. “Fiquei [surpreso] porque não vi nenhum
anúncio de jornal sobre o aumento. Quando aumenta combustível, gasolina ou
algo, o gás não aumenta”, conta.
Já Reinaldo Marinho, também motorista por
aplicativo, abastece com etanol e gasolina – cujos preços médios, segundo ele,
aumentaram juntos. “O impacto no orçamento é grande. Se você sai de R$ 6,30
para R$ 6,99, são quase 70 centavos. Eu, que completo o tanque todos os dias,
quando completar 30 litros já tenho impacto de quase R$ 21 reais a mais”,
exemplifica.

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