George Marques, coordenador-geral de Estratégia e
Informação da Secom da Presidência da República, repostou ao menos 10 mensagens
que atribuíam falsamente a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa
Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. As publicações foram feitas
na sexta-feira (25), segundo levantamento do Poder360.
A campanha de Flávio protocolou uma notícia-crime no
Ministério Público Eleitoral, em Brasília, pedindo a prisão preventiva do
funcionário do Planalto. Segundo documento apresentado pela defesa, foram
identificadas 2.086 publicações relacionadas ao boato, envolvendo 1.674 contas
e mais de 21 milhões de visualizações em diferentes redes sociais.
A informação falsa resgatava um projeto de lei de
2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, que pretendia
restringir aos católicos apostólicos romanos a referência a Nossa Senhora
Aparecida como padroeira. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008, antes
de Flávio ingressar no Congresso. A GloboNews, que também veiculou a informação,
posteriormente corrigiu o conteúdo e pediu desculpas.
O ministro André Mendonça, do TSE, classificou a
narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção do conteúdo das
plataformas digitais.
Ao Poder360, George Marques afirmou
não se lembrar de ter republicado o conteúdo e disse que, caso isso tenha
ocorrido, teria sido um “erro involuntário”. Também afirmou que republicar uma
postagem não significa concordar com ela.
A Secom informou que as manifestações ocorreram em
perfil pessoal e não representam a posição institucional da secretaria. O
órgão, porém, classificou como “inadequado” o uso de perfis pessoais de
integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais.





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