segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Economia sente o peso da crise institucional entre STF e Senado

 


A instabilidade política gerada pela guerra de ofícios entre ministros do Supremo Tribunal Federal e pelo impasse no Senado sobre os pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes já reverbera na economia brasileira. Analistas de mercado apontam que o aprofundamento da crise institucional eleva a percepção de risco do país, fator observado de perto por agências de rating e instituições financeiras na precificação do risco Brasil.

Segundo informações do Estadão, a pesquisa Quaest divulgada após a explosão do caso Master é vista internamente pela equipe de campanha de Lula como um golpe político, com bastidores indicando que o governo teria adotado uma reação considerada "analógica" diante da crise — ou seja, lenta e pouco assertiva em relação à velocidade dos acontecimentos no Judiciário e no Legislativo.

Esse cenário de desgaste institucional levou parte do empresariado a agir preventivamente. Nomes como Jorge Gerdau, presidente do grupo Gerdau, Luiza Trajano, do Magazine Luiza, e Cândido Bracher, ex-CEO do Itaú, assinaram uma carta de apoio às medidas adotadas pelo presidente do STF, Edson Fachin, para conter a crise. O movimento sinaliza a preocupação do setor produtivo com os efeitos práticos da disputa institucional sobre a confiança de investidores.

A carta, divulgada no domingo (13), reforça uma tendência observada em momentos de maior tensão política no país: lideranças empresariais buscam sinalizar estabilidade e apoio institucional justamente quando o risco de contágio econômico da crise política se torna mais evidente. O timing do gesto, dias antes da sessão decisiva do STF, não é considerado casual por analistas políticos.

Combinados, os fatores — racha entre ministros do Supremo, pressão de rua sobre o Senado e reação defensiva do empresariado — compõem um quadro de incerteza que já é monitorado por bancos e casas de análise como um dos principais riscos para o ambiente de negócios brasileiro no curto prazo, especialmente em um contexto de proximidade com o calendário eleitoral de 2026.

 

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