Em defesa entregue ao presidente do STF, Edson
Fachin, na noite desta segunda-feira (14), o ministro Alexandre de Moraes
classificou como “ilegal” e uma tentativa de “vingança” o relatório da Polícia
Federal apresentado pelo ministro André Mendonça sobre o chamado caso Master.
O documento, que embasa o pedido de investigação
contra Moraes, foi duramente contestado pelo magistrado em uma manifestação de
44 páginas e 121 tópicos, protocolada na véspera da sessão do STF que decidirá
se ele será investigado.
Moraes afirma que “não há indício de infração penal”
e que a ofensiva tem clara motivação político-eleitoral articulada por aliados
de condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Apesar da farsa montada e divulgada,
não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral
dessas criminosas mentiras”, declarou o magistrado.
O ministro aponta que a instauração da investigação
é irregular por não ter partido da Procuradoria-Geral da República (PGR) nem
sido aprovada em plenário. Analisando os metadados do relatório da PF, a defesa
argumenta que o documento não foi produzido integralmente pela corporação,
contando com o auxílio de órgãos externos, possivelmente estrangeiros. Para
Moraes, isso configura uma “clara tentativa de interferência externa nas
eleições brasileiras de 2026”.
Com informações do Metrópoles

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