O procurador-geral da República Paulo Gonet e
integrantes de sua família aparecem ao menos 33 vezes no relatório da Polícia
Federal que reúne mensagens e informações do caso Banco Master. Apesar disso,
ele apresentou um pedido de nulidade da investigação ao Supremo Tribunal
Federal (STF).
Gonet argumenta que o ministro André Mendonça não
poderia ter determinado à PF o aprofundamento das apurações envolvendo o
ministro Alexandre de Moraes sem autorização do plenário do STF. Para o PGR, a
ordem teria extrapolado os limites de atuação do relator na fase
pré-processual.
O relatório, porém, também traz referências ao
próprio Gonet. De acordo com a investigação, o procurador-geral aparece
identificado pelo nome e também pelas iniciais “PG” em mensagens trocadas pelo
advogado Ciro Soares com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Em uma das conversas, Gonet aparece em uma
fotografia ao lado de Ciro Soares. Em outra, o procurador-geral demonstra
entusiasmo com uma possível viagem para participar de um evento em Londres.
Depois, informa que não poderia participar e pergunta se seu filho poderia
substituí-lo. O evento acabou não acontecendo.
As mensagens fazem parte do material apreendido pela
PF no celular de Vorcaro e foram tornadas públicas após o ministro André
Mendonça retirar o sigilo de documentos da investigação.
Com informações da coluna de Andreza
Matais no Metrópoles

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