A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu o
inquérito sobre o atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL) e
indiciou seis pessoas por envolvimento no crime. O ataque aconteceu em junho
deste ano e terminou com a morte do assessor parlamentar Alyson Dyego de
Oliveira Morais e deixou o vereador ferido.
As conclusões da investigação foram divulgadas nesta
terça-feira (29). Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido planejado e
contou com a participação de pessoas com funções diferentes na preparação,
execução e acompanhamento da ação.
O inquérito foi encaminhado à Justiça e está à
disposição do Ministério Público. Apesar da conclusão dessa etapa, as
investigações continuam.
Investigação aponta grupo usado para
planejar ataque
Segundo a Polícia Civil, parte da organização e do
acompanhamento da ação ocorreu por meio de um grupo de WhatsApp chamado
“Missão”.
Dos seis indiciados, três são apontados como
participantes da execução do atentado, dois teriam atuado na coordenação e um
teria participado de forma consciente do crime.
A investigação também identificou a existência de um
possível sétimo integrante, conhecido pelo apelido de “União”. A polícia aponta
que ele faria parte do núcleo de coordenação, mas ainda não conseguiu confirmar
sua identidade.
As diligências continuam para tentar localizar esse
suspeito e verificar se outras pessoas tiveram participação no crime.
Ataque aconteceu durante transmissão ao
vivo
O atentado ocorreu na noite de 15 de junho, em
frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, na Zona
Leste de Mossoró.
Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo
pelas redes sociais quando foi surpreendido pelos disparos. O assessor Alyson
Dyego, que trabalhava como cinegrafista e acompanhava o parlamentar, também foi
atingido e morreu.
O vereador foi baleado nas pernas e recebeu
atendimento inicialmente na própria UPA. Depois, foi transferido para o
Hospital Regional Tarcísio Maia, onde passou por cirurgia. Ele recebeu alta
hospitalar no dia 18 de junho.
Para chegar às conclusões, a Polícia Civil analisou
imagens de câmeras de segurança, ouviu testemunhas e realizou reconhecimentos.
Também foram consideradas perícias, exames
relacionados às armas e munições apreendidas, impressões digitais encontradas
em veículos utilizados na ação, além de informações obtidas a partir de dados
de comunicação e mensagens trocadas pelos investigados.
De acordo com a polícia, esse conjunto de elementos
permitiu estabelecer a participação atribuída individualmente aos seis
indiciados.
A investigação aponta ainda que veículos foram
utilizados tanto durante a execução do atentado quanto na fuga.
Crimes investigados
Os envolvidos foram indiciados de acordo com a
participação atribuída a cada um. Entre os crimes apontados estão homicídio
qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização
criminosa armada, crimes relacionados a armas de fogo, adulteração de sinal
identificador de veículo, sequestro e fraude processual.
A investigação também considera que o vereador era o
alvo do ataque. Segundo a Polícia Civil, uma das linhas estabelecidas no
inquérito relaciona o atentado à atuação pública de Cabo Deyvison contra
organizações criminosas e seus integrantes.
O caso agora segue para análise do Ministério
Público e da Justiça.

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