O decano do Supremo, Gilmar Mendes, reagiu de forma
dura a informações de que poderia ser constrangido por uma suposta relação de
seu ex-cunhado, Chiquinho Feitosa, com Daniel Vorcaro.
A coluna apurou, em parceria com a coluna de Manoela
Alcântara, que Gilmar afirmou que, “pelas regras, você não faz pacto com
chantagista. Ou você mata ou morre”. O recado chegou aos ouvidos do presidente
da Corte, Edson Fachin.
Gilmar Mendes pediu vista do julgamento em que a
Segunda Turma do Supremo analisa o afastamento do diretor-geral da Polícia
Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Com o
pedido, o decano interrompeu a análise do caso, que já tinha votos dos
ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça pelo afastamento dos dois
policiais.
Em seu despacho, antecipado pela coluna, Gilmar
levantou dúvidas sobre a legalidade da medida determinada pelo ministro André
Mendonça, questionou a competência da Segunda Turma para analisar o caso e
apontou o risco de decisões conflitantes dentro da própria Corte.
O ministro afirmou ainda que o afastamento precisa
ser analisado à luz de precedente vinculante do STF que considerou
inconstitucionais decisões judiciais capazes de provocar desequilíbrio na
disputa político-eleitoral, em razão da paridade de armas e do dever de
neutralidade do Estado em relação a partidos e candidatos.
Após o pedido de vista, uma foto do ministro num
casamento na Itália foi divulgada e chegou ao seu conhecimento que tentariam
vinculá-lo a fatos supostamente relacionados tão somente ao seu ex-cunhado. O
gabinete do ministro informou que ele está na Itália também para um evento
acadêmica na Universidade de Turim, na quinta-feira (10/9). A ausência do país
não lhe impede de participar retomamente da sessão plenária, de acordo com o
regimento interno da Corte.
Com informações da coluna Andreza
Matais/ Metrópoles

Nenhum comentário:
Postar um comentário