Os Correios acumularam prejuízo de R$ 5,55 bilhões
no primeiro semestre de 2026, resultado 30,4% pior que o registrado no mesmo
período do ano passado. Apenas no segundo trimestre, o rombo chegou a R$ 2,37
bilhões.
O cenário contrasta com os três primeiros anos do
governo Jair Bolsonaro, quando a estatal registrou lucro consecutivamente. Os
resultados líquidos foram de R$ 102 milhões em 2019, R$ 1,53 bilhão em 2020 e
R$ 2,27 bilhões em 2021, segundo dados dos próprios Correios. Somente em 2022,
a empresa voltou ao vermelho e encerrou o ano com prejuízo líquido de
aproximadamente R$ 809 milhões.
Segundo a estatal, as contas continuam pressionadas
pela redução das receitas dos serviços postais tradicionais, pelo aumento dos
custos operacionais e por despesas relacionadas a passivos judiciais. Os
Correios afirmam que a melhora operacional observada no semestre ainda não foi
suficiente para recuperar a geração de caixa.
A empresa fechou 2025 com prejuízo recorde de R$ 8,5
bilhões. Em dezembro, contratou empréstimo de R$ 12 bilhões junto a Banco do
Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander, com garantia da União. Agora,
negocia mais R$ 7 bilhões em crédito e prevê receber aporte de R$ 6 bilhões do
governo federal em 2027.
O plano de reestruturação prevê programas de
demissão voluntária, corte de custos, renegociação de dívidas e medidas para
reduzir o endividamento da estatal.
Com informações de O Antagonista

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