Mais de 22 mil atendimentos por acidentes de
trânsito foram registrados pelo SUS no Rio Grande do Norte em 15 meses, gerando
um custo superior a R$ 6,3 milhões aos cofres públicos. Os dados constam em
relatório do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN (LAIS/UFRN).
Em Natal, foram registradas 5.488 ocorrências,
embora apenas 4.744 vítimas sejam moradoras da capital, indicando o
deslocamento diário de pessoas da Região Metropolitana.
Perfil das vítimas
A média foi de 51,2 vítimas por dia. Os casos mais
graves ultrapassaram R$ 10,5 mil por atendimento. Do total de pacientes, 30,6%
precisaram de internação e 3,75% (843 pessoas) foram encaminhados para unidades
de terapia intensiva (UTI).
Os homens representam 71% das vítimas atendidas.
Metade dos pacientes tem entre 20 e 39 anos, e 64,09% eram condutores de
motocicleta. O estudo também aponta que 34% das vítimas chegaram aos hospitais
sem utilizar equipamentos de proteção.
Mais da metade dos motociclistas acidentados
estava sem capacete
Segundo o relatório, 34,02% das vítimas chegaram aos
hospitais sem equipamentos de proteção. Entre os motociclistas, mais da metade
dos acidentados estava sem capacete.
Fins de semana e idosos
Os sábados e domingos concentram cerca de 35% dos
acidentes, com maior volume aos domingos.
O levantamento também chama atenção para os
pedestres com mais de 70 anos, que apresentam taxas de internação, necessidade
de UTI e letalidade cinco vezes maiores que as dos motociclistas.
Impacto no SUS
O estudo aponta que motociclistas homens de 20 a 39
anos são as principais vítimas. O Hospital Walfredo Gurgel, em Natal,
concentrou 56% dos atendimentos, enquanto o Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró,
respondeu por mais de 33%.
Para os pesquisadores do LAIS/UFRN, os acidentes de
trânsito se consolidaram como um dos principais desafios da saúde pública
potiguar, tanto pela pressão sobre os hospitais quanto pelo elevado custo para
o sistema público de saúde.

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