segunda-feira, 24 de agosto de 2026

QUEM DEVE TEM QUE PAGAR: “não vou poupar ninguém”, diz Mendonça após pressão nos bastidores sobre o banco Master

 


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), está no centro de uma crescente tensão política e institucional diante de investigações que podem produzir reflexos no cenário eleitoral de 2026.

Mendonça é relator do caso envolvendo o Banco Master e também conduz investigações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de apurações que têm conexões com o escândalo das fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS.

Reportagens recentes apontam que a atuação do ministro tem provocado desconforto em setores do governo e da Polícia Federal. Entre os episódios que ampliaram a tensão está a decisão de Mendonça relacionada ao acesso a informações das investigações e a determinação para que sejam apurados vazamentos de dados sigilosos dos inquéritos.

No caso do Banco Master, Mendonça também atua como relator de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. Recentemente, a PF pediu mais prazo para aprofundar as apurações envolvendo operações financeiras e suspeitas sobre integrantes da direção do BRB.

As investigações ganharam ainda mais peso político porque alguns dos casos passaram a atravessar diretamente o debate eleitoral. Uma reportagem publicada neste domingo mostra que os inquéritos envolvendo o Banco Master, o INSS e suspeitas relacionadas a pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a influenciar o ambiente das campanhas presidenciais.

Também há informações de que Mendonça pretende manter sob sua relatoria, no STF, investigações envolvendo Lulinha, apesar de pedido da Procuradoria-Geral da República para que um dos casos seja enviado à primeira instância. Pessoas próximas ao ministro indicaram que ele vê a possibilidade de surgirem elementos envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Importante: não encontrei, até o momento, confirmação confiável para apresentar como fato as afirmações de que Mendonça teria ficado “fortemente irritado” por causa de um jantar envolvendo integrantes do governo e ministros do STF, nem a frase atribuída a ele de que “não poupará ninguém”. Por isso, essas informações não foram reproduzidas como declarações confirmadas.

O que está documentado é que o ministro ocupa uma posição central em investigações sensíveis, envolvendo o Banco Master, o INSS e suspeitas que alcançam pessoas próximas ao governo. O avanço desses casos ocorre em meio a uma disputa política cada vez mais intensa e pode ter impacto relevante no debate eleitoral de 2026.

 

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