O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete
Hegseth, afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho
(CV), classificados como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump,
são “alvos legítimos” das forças de segurança dos EUA. Em entrevista no Panamá,
Hegseth mencionou a possibilidade de ações militares na Colômbia, parte da
coalizão Escudo dos Américas, criada para combater o crime organizado.
Classificados como organizações terroristas
internacionais pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o
Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são “alvos
legítimos” das forças de segurança norte-americanas.
A afirmação é do secretário de Defesa (ou secretário
da Guerra) do governo Trump, Pete Hegseth, que falou nesta quinta-feira, 13,
sobre eventuais ações militares dos EUA na América Latina.
Em entrevista concedida no Panamá, Hegseth falou
sobre uma possível ação militar contra grupos armados na Colômbia, país que
recentemente se juntou à coalizão Escudo dos Américas. Trata-se de uma coalizão
militar e de segurança regional lançada em março por Trump.
O grupo reúne EUA e diversos países
latino-americanos e caribenhos com o objetivo de coordenar inteligência,
logística e ações de força contra cartéis de drogas, redes de tráfico e o crime
organizado.
“Organizações designadas como terroristas serão
alvos legítimos do governo dos EUA, em parceria com governos parceiros,
incluindo a Colômbia”, afirmou o secretário da Guerra, ao confirmar a
possiblidade de operações contra dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Como PCC e CV foram classificados por Washington como
organizações terroristas, o governo Trump deixa claro que têm poder e
legitimidade para realizar operações de combate ao crime organizado em
território brasileiro, se isso for necessário.
A inclusão de PCC e CV na lista de grupos
terroristas permite o congelamento de ativos financeiros de pessoas e empresas
ligadas às facções pelo Departamento do Tesouro norte-americano. A medida
também facilita o rastreamento de redes de apoio financeiro e logístico no
exterior.
Com informações da Revista Oeste

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