A Polícia Civil do Rio Grande do Norte
recuperou 694 celulares com registro de roubo ou furto durante a
Operação Última Chamada. As ações ocorreram entre os dias 10 e 18 de agosto em
diferentes pontos do estado.
A mobilização integra uma iniciativa nacional
coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Além disso, Polícias Civis de todas as unidades da Federação participam da
operação.
Como funciona a Operação Última Chamada
A Operação Última Chamada utiliza informações
do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A ferramenta
reúne dados de aparelhos que possuem registros de roubo ou furto em todo o
país.
Dessa forma, o sistema permite que as forças de
segurança identifiquem celulares que continuam circulando depois dos crimes.
Além disso, os aparelhos podem passar por diferentes municípios e até chegar a
outros estados.
No Rio Grande do Norte, a Polícia Civil utilizou os
dados do BNCR para adotar diferentes estratégias. Entre elas, estão o envio de
notificações por canais digitais, as buscas ativas e a fiscalização de
estabelecimentos comerciais.
Celulares foram recuperados de
diferentes formas
Parte dos 694 celulares recuperados chegou
às unidades policiais por meio de entrega voluntária. Após receberem as
notificações, algumas pessoas compareceram espontaneamente à Polícia Civil e
entregaram os aparelhos.
Por outro lado, as equipes também realizaram
diligências em endereços de pessoas que receberam as notificações, mas não
apresentaram os celulares.
As ações ainda alcançaram estabelecimentos que
trabalham com compra e venda de aparelhos eletrônicos. Nesse caso, os policiais
verificaram a procedência dos dispositivos comercializados.
Operação combate cadeia de receptação
A fiscalização também busca identificar possíveis
aparelhos de origem ilícita e combater a cadeia de receptação. Assim, a atuação
não se limita à recuperação dos celulares roubados ou furtados.
Além disso, os aparelhos encontrados podem ajudar no
avanço das investigações. A Polícia Civil pretende analisar as informações
obtidas durante a operação para identificar possíveis envolvidos.
As apurações podem alcançar diferentes etapas da
cadeia criminosa, como receptação, desbloqueio, transporte e
comercialização de celulares roubados ou furtados.
Aparelhos serão devolvidos aos
proprietários
A recuperação dos celulares também permite que os
aparelhos retornem aos seus legítimos proprietários, conforme os procedimentos
adotados pelas autoridades.
Ao mesmo tempo, a operação fornece novas informações
para as investigações. Portanto, a Polícia Civil poderá aprofundar a apuração
sobre a circulação de dispositivos com restrição e identificar outros
envolvidos nos crimes.

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