O silêncio marcou a nova avaliação de saúde mental
de Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a visita de uma equipe multiprofissional à Penitenciária Federal de
Campo Grande, em 11 de junho, ele se recusou a responder às perguntas e
permaneceu calado.
Segundo apurou a coluna da jornalista Manoela Alcântara,
do Metrópoles, Adélio até aceitou receber os profissionais, mas apresentou
agitação durante o atendimento e mesmo sem responder aos questionamentos, a
equipe registrou observações sobre seu estado de saúde.
Uma psicóloga apontou psicose afetiva. Um enfermeiro
e outra psicóloga classificaram o quadro como esquizofrenia e outras psicoses
orgânicas. A assistente social também registrou esquizofrenia e relatou um
comportamento diferente do observado em avaliações anteriores.
Adélio já tem diagnóstico de esquizofrenia paranoide
e precisa passar por uma atualização da avaliação biopsicossocial, usada para
definir necessidades de tratamento e atualizar seu Projeto Terapêutico
Singular.
Considerado inimputável pela Justiça, ele cumpre
medida de segurança, e não pena de prisão. Hoje, não existe previsão para que
ele seja colocado em liberdade.
Uma avaliação realizada no início deste ano já havia
apontado grave comprometimento do contato com a realidade, com alucinações
frequentes e prejuízo funcional significativo. O laudo também registrou que
Adélio não reconhece estar doente nem compreende a necessidade de tratamento.
Com informações de Metrópoles

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