O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o
Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (10) para pedir a suspensão
e a anulação da investigação da Polícia Legislativa da Câmara que apura uma
possível armação para incriminar o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) em uma
acusação de estupro.
A defesa de Lindbergh também pediu a nulidade do
depoimento do comerciante Luiz Antônio Lopes, que afirmou ter recebido R$ 16,5
mil em três transferências para repassar a uma mulher que faria a denúncia
contra Gaspar.
Lopes também disse ter participado de uma reunião
virtual na qual Lindbergh estaria presente. O petista nega as acusações e
afirma que o comerciante é seu desafeto político.
Segundo a defesa deLindbergh a Polícia
Legislativa teria usurpado a competência do STF ao conduzir a investigação sem
supervisão da Corte. Lindbergh afirma ainda que não foi intimado, ouvido ou
informado sobre o procedimento.
A reclamação foi distribuída ao ministro Gilmar
Mendes, que já relata um processo no STF relacionado ao caso. Lindbergh pede
que sejam suspensas as investigações e inutilizados os dados obtidos pela
Polícia Legislativa. Também solicita o envio do caso à PGR para apurar eventual
falso testemunho, pagamento ou promessa de recompensa e possíveis abusos na
condução da investigação.
Entenda o caso
Em março, Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke
(PSB-MS) apresentaram uma notícia-crime contra Alfredo Gaspar, atribuindo-lhe
uma acusação de estupro de vulnerável. Os parlamentares afirmaram ter recebido
documentos sobre o caso, mas não apresentaram provas.
Gaspar negou a acusação e afirmou que a denúncia se
referia, na realidade, a um primo. O deputado também apresentou medidas contra
Lindbergh e Soraya, alegando calúnia e denunciação caluniosa.
A investigação da Câmara ganhou novo desdobramento
após o depoimento de Lopes, que afirmou ter participado de uma suposta
articulação para produzir a denúncia contra Gaspar.
Com informações de Poder 360 e Gazeta do
Povo

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