A primeira-dama Janja repudiou as declarações do
candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o debate da Band,
realizado no domingo (23). Ela acusou o presidenciável de fazer ataques
pessoais e de recorrer à misoginia para criticar o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT).
Ao comentar a ausência de Lula no debate, Renan
afirmou que o presidente estava com “aquela Janja” e que encontraria
“companhias melhores” caso tivesse participado. Em outro momento, disse: “Ou
está bêbado ou está com a Janja. Melhor ficar bêbado”.
Em nota enviada à Band, Janja afirmou que não é
candidata e não estava presente para responder às declarações. Segundo ela, o
episódio não pode ser tratado como simples crítica política. “Insinuar que a
companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de pena está longe de
ser uma crítica política”, afirmou.
A primeira-dama também citou uma declaração feita
por Renan em 2017 envolvendo estupro e afirmou que o episódio atual não seria
isolado. O candidato já disse que aquela fala foi uma “piada infeliz” e
declarou arrependimento.
Renan rebateu Janja e negou misoginia. “Não é
misógino dizer que você não é uma boa companhia”, afirmou. Para ele,
classificar críticas políticas dirigidas a mulheres como misoginia seria uma
forma de restringir o debate.
As declarações também foram levadas ao Ministério
Público Eleitoral. O candidato ao governo da Paraíba Olímpio Rocha (PSOL)
apresentou representação pedindo a apuração de possível injúria eleitoral e
eventual violação à legislação que proíbe propaganda que deprecie a condição da
mulher.

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