Um homem de 45 anos foi preso nesta segunda-feira
(10) suspeito de ser um dos chefes de uma organização criminosa que, segundo a
Polícia Civil, buscava controlar os serviços de passeios turísticos em veículos
4x4 no litoral do Rio Grande do Norte.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado
de prisão preventiva, com apoio da Polícia Penal. As investigações apontam que
o grupo colocava regras e preços aos prestadores de serviço e restringia a
atuação de profissionais que não seguissem as determinações.
Segundo a Polícia Civil, entre as práticas
atribuídas ao grupo estão ameaças, constrangimentos ilegais, intimidações e
danos a veículos.
Ainda segundo a polícia, durante a prisão do homem
nesta segunda-feira, foram encontrados indícios de negociação e venda ilegal de
armas de fogo, inclusive para pessoas ligadas a facções criminosas.
As investigações tiveram início em 2024 e deram
origem à Operação Litoral, em fevereiro de 2025. Na época, foram cumpridos
mandados de prisão e de busca e apreensão em Natal, Parnamirim, Nísia
Floresta e João Pessoa, na
Paraíba.
Durante a operação, os policiais apreenderam armas
de fogo, munições, documentos e outros materiais que passaram a integrar a
investigação.
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil afirmou
ter identificado uma atuação "estável e coordenada" do grupo. Ao fim
do inquérito, dez pessoas foram indiciadas, de acordo com a participação
atribuída a cada uma, pelos crimes de associação criminosa, constrangimento
ilegal e ameaça.

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