Pelos menos 404 candidatos nas eleições de 2026
adotaram algum tipo de identificação religiosa no nome de urna, segundo dados
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mapeados pelo portal g1. A maioria, 295
(73%), se apresenta como pastor, pastora ou usa a abreviação “PR”.
Na sequência aparecem irmão ou irmã, com 43
candidatos (10,5%); pai, mãe ou nome de orixá, com 28 (7%); bispo, com 21 (5%);
e padre, com 10 (2,5%). Outros cinco usam “apóstolo” ou “apóstola”, enquanto um
se apresenta como reverendo e outro, como frei.
Os 28 candidatos que usam “pai”, “mãe” ou nomes de
orixás representam 7% do total e estão associados a identificações de religiões
de matriz africana.
Já “irmão” e “irmã”, embora não sejam propriamente
títulos religiosos, são usados com frequência em comunidades evangélicas e
também por freiras católicas representam 43 candidaturas e correspondem a 10,5%
dos candidatos com alguma alcunha religiosa.
A identificação religiosa aparece principalmente nas
disputas pelo Legislativo. Dos 404 candidatos, 389 (96%) concorrem a vagas de
deputado estadual, distrital ou federal. São 220 candidatos a deputado
estadual, 157 a deputado federal e 12 a deputado distrital.
Também há sete candidatos a segundo suplente de
senador, quatro ao Senado, três a vice-governador e um a primeiro suplente de
senador.
Entre os partidos, o MDB lidera, com 37 candidatos
que usam identificações religiosas no nome de urna, seguido pelo Republicanos,
com 30, e pelo DC, com 28.
O Rio de Janeiro concentra o maior número, com 50
candidatos, seguido por São Paulo (49) e Pernambuco (31).
Apesar da identificação religiosa no nome de urna,
apenas 35 candidatos declararam ao TSE ter como ocupação “sacerdote ou membro
de ordem ou seita religiosa”. Desse grupo, 28 usam pastor, pastora ou “PR”,
quatro são padres, dois usam o título de “mãe” e um se identifica como bispo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário