Terceirizados do Instituto de Desenvolvimento Sustentável
e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) paralisaram as atividades na
manhã desta sexta-feira 14. Os trabalhadores cobram o pagamento dos salários,
que deveriam ter sido depositados no último dia 7.
Os terceirizados do Idema são contratados pela
empresa Clarear Serviços. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Asseio,
Conservação, Higienização e Limpeza Urbana do Rio Grande do Norte (Sindlimp),
aproximadamente 300 profissionais aderiram ao movimento.
Durante a mobilização, os funcionários cruzaram os
braços e abriram os portões do Parque das Dunas, no bairro Tirol, em Natal.
Entre os trabalhadores afetados estão guias de turismo, responsáveis por
trilhas e profissionais que exercem outras funções nos espaços administrados
pelo instituto.
Segundo o presidente do Sindlimp, Milclenilson
Leite, mais de 300 trabalhadores permanecem sem receber. Ele afirmou que a
situação atinge famílias que dependem dos salários para manter as despesas
básicas.
A mobilização também alcançou trabalhadores que
atuam no Cajueiro de Pirangi e na Fundação José Augusto. Os profissionais
decidiram interromper as atividades enquanto aguardam a regularização dos
pagamentos.
Idema informa envio de pagamento à
Clarear
Em resposta à paralisação, o Idema informou que
enviou nesta sexta-feira 14 uma ordem de pagamento à Clarear Serviços. Segundo
o órgão, o valor corresponde aos serviços de mão de obra terceirizada prestados
durante junho.
O instituto comunicou ainda que a ordem foi assinada
e destinada à empresa responsável pela contratação dos trabalhadores. A
informação, no entanto, não significa que os salários atrasados já tenham sido
depositados nas contas dos profissionais.
Os manifestantes afirmaram que, até a realização do
protesto, os valores continuavam pendentes. A categoria aguarda que o repasse
feito pelo Idema seja processado pela empresa e convertido no pagamento dos
salários.
Paralisação afeta equipamentos
administrados pelo órgão
O Idema administra espaços ambientais e turísticos
do Rio Grande do Norte, entre eles o Parque das Dunas, em Natal, e o Cajueiro
de Pirangi, em Parnamirim. Parte dos serviços prestados nesses locais depende
dos profissionais contratados por empresas terceirizadas.
A paralisação reúne trabalhadores de diferentes
funções, incluindo atendimento aos visitantes, condução de trilhas e apoio às
atividades desenvolvidas nos equipamentos. Eles cobram uma definição sobre
quando os salários serão efetivamente pagos.
Até a divulgação das informações, não havia
confirmação sobre a data em que a Clarear Serviços faria os depósitos. Os
trabalhadores aguardam a quitação dos valores pendentes para normalizar as
atividades.
Com informações do Agora RN

Nenhum comentário:
Postar um comentário