O vice-governador Walter Alves (MDB) afirmou que o
próximo governador vai enfrentar um desgaste inicial na gestão para equilibrar
as contas públicas.
“O rombo existe e a situação é muito
delicada. O déficit é muito alto e o choque de gestão será necessário para o
próximo governo”, analisou durante entrevista ao 12 em Ponto, na 98 FM.
Rompido com a governadora Fátima Bezerra (PT) desde
outubro do ano passado, ele lembrou dos estudos feitos que mostravam o rombo
fiscal e a dívida com consignados por parte do Executivo que o fizeram desistir
de assumir o governo. Questionado a respeito de sua pouca participação dentro
da atual gestão, Alves declarou que “só tem [participação] quando
governo do momento dá poder”.
Walter brincou e disse que se considerava “um
vice-governador meio que federal” e explicou isso citando a
articulação com ministros do governo federal. “É um prestigio a nível federal
graças ao MDB nacional”, comentou.
Walter alertou que já uma compensação previdenciária
no valor de R$ 700 milhões e defendeu que sejam feitas Parcerias-Público
Privadas (PPP) no Rio Grande do Norte.
“Há grandes perspectivas no estado”,
disse.
Indagado sobre as declarações de traição com o
governo, ele respondeu que “traição é narrativa” e
questionou “quem traiu quem” lembrando os débitos existentes e
as dívidas com os consignados.

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