A quebra de sigilo bancário de Luís Cláudio Lula da
Silva, conhecido como Lulinha, mostra que ele realizou 1.531 transações
financeiras entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, movimentando R$ 19,5
milhões no período, entre créditos, débitos e transferências, incluindo
operações entre contas de sua própria titularidade. As informações foram reveladas
pelo Jornal Nacional deste sábado (4).
Segundo os documentos, ao longo dos quatro anos
analisados, foram registrados R$ 9,7 milhões em créditos e praticamente o mesmo
valor em saídas das contas. A maior parte dos recursos recebidos, de acordo com
a quebra de sigilo, teve origem em resgates de fundos de investimento, que
somaram R$ 4,4 milhões.
Os registros também apontam que Lulinha recebeu três
depósitos do presidente Lula entre 2022 e 2023, totalizando R$ 721 mil. Ainda
conforme os documentos, no mesmo dia em que recebeu um desses depósitos, em
dezembro de 2023, ele compensou um cheque de R$ 157 mil assinado por Paulo
Tarcísio Okamoto, diretor do Instituto Lula.
A documentação indica ainda créditos provenientes de
uma empresa da qual a esposa de Lulinha, Renata de Abreu Moreira, é sócia, além
de recursos oriundos de consórcios, previdência privada, seguros e outras
operações classificadas nos extratos.
De acordo com a quebra de sigilo, parte
significativa dos valores foi transferida para outras contas do próprio
Lulinha. Os documentos também registram 17 transferências que somaram R$ 704
mil para o ex-sócio Jonas Leite Soassuna Filho e outras 15 transferências,
totalizando R$ 750 mil, para o ex-sócio Calil Bittar, entre 2024 e 2025.

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