O movimento Crítica Radical realizou ato simbólico
chamado “Enterro do Capitalismo” neste sábado, 18, na Praça da Gentilândia,
no bairro Benfica, em Fortaleza. O local é chamado pelos ativistas de Praça
Rosa da Fonsêca, em homenagem a uma das suas fundadoras do grupo. A ex-prefeita
da capital cearense, Maria Luiza, esteve presente no ato.
A atividade homenageou o filósofo alemão Robert Kurz
(1943–2012) e marcou o início da Jornada Emancipatória, proposta apresentada
pelo Crítica Radical com um conjunto de iniciativas para ampliar debates sobre
meio ambiente, mobilidade, violência, direitos sociais, entre outros temas.
Com um caixão cenográfico, o ato reuniu militantes
em frente à aroeira plantada em 2012 logo após a morte do filósofo alemão.
Durante a roda de conversa, Jorge Paiva, um dos fundadores do grupo, explicou
que Kurz promoveu uma ruptura no marxismo ao aprofundar a crítica ao
capitalismo.
“A maior homenagem que nós podemos
prestar ao companheiro é enterrar o capitalismo, sair dessa sociedade,
construir uma outra sociedade. E, para isso, nós temos que estar
autoconscientes. Temos que dimensionar bem o conteúdo da crise do sistema que
não se fala. A palavra ‘capitalismo’ na direita e na esquerda é proibida.
Ninguém comenta isso. Ou quando comenta é uma visão marxista da luta de
classe”, contextualizou.
O Povo

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