O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou um novo
pedido de habeas corpus da influenciadora Deolane Bezerra.
A defesa de Deolane alegou excesso no prazo de
tramitação do processo e sustentou que não estariam presentes os requisitos
necessários para a manutenção da prisão preventiva, como eventual destruição de
provas.
Os advogados também defenderam que medidas
cautelares diversas da prisão seriam suficientes, como o uso de tornozeleira
eletrônica.
Os advogados também argumentaram que a
influenciadora teria direito à prisão domiciliar por ser mãe de uma adolescente
de 12 anos.
No acórdão do STJ desta quarta-feira (1º), o
ministro Ribeiro Dantas, relator do caso na corte superior, negou o pedido de liminar
que buscava a soltura imediata de Deolane com tutela de urgência. E disse que
não era o caso de urgência.
O magistrado entendeu que não há ilegalidade
manifesta ou evidente capaz de justificar uma decisão urgente para colocá-la em
liberdade. Tampouco que a idade da filha seja um motivo.
Em nota, a defesa de Deolane afirmou que aguarda o
julgamento do mérito do habeas corpus pela 5ª Turma do STJ, já que só a liminar
foi analisada até o momento. Leia na íntegra:
"A defesa de Deolane Bezerra recebe com
serenidade a decisão que indeferiu a liminar no habeas corpus impetrado no
Superior Tribunal de Justiça, destacando que foi apreciado exclusivamente o
pedido liminar não havendo, até o momento, julgamento de mérito. Aguarda com
confiança o julgamento pela 5ª Turma, ocasião em que o caso será analisado em
sua totalidade. Deolane sempre esteve à disposição da Justiça, seguirá
colaborando com as autoridades e demonstrará sua inocência nos autos. A defesa
confia que ao final do processo tudo ficará devidamente
esclarecido".
Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio na operação
Vértix, do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo. Após a prisão
preventiva, ela foi indiciada por lavagem de dinheiro, denunciada pelo MPSP e
virou ré na Justiça.
A investigação aponta que ela era um elo de lavagem
de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital) em uma transportadora no
interior de São Paulo. O inquérito aponta pagamentos mensais nas contas em nome
de Deolane e que seria dinheiro do crime organizado para dar uma aparente
legalidade. Ela nega as acusações.
CNN Brasil

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