Mesmo após registrar arrecadação recorde de impostos
e contribuições no primeiro semestre, as contas do governo central fecharam
junho com déficit de R$ 48,2 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro
Nacional nesta quinta-feira (30).
O resultado é pior que o de junho de 2025, quando o
rombo foi de R$ 44,2 bilhões, e também superou a expectativa do mercado, que
projetava déficit de R$ 45,3 bilhões.
No acumulado de janeiro a junho, o déficit chega a
R$ 92,2 bilhões, bem acima dos R$ 11,3 bilhões registrados no mesmo período do
ano passado.
De acordo com o Tesouro, as receitas cresceram 10,3%
em termos reais, impulsionadas principalmente pela arrecadação federal e pelas
receitas ligadas ao petróleo. As despesas, porém, também avançaram, com alta
real de 9%, puxadas por gastos do Executivo, especialmente na área da Saúde,
além de créditos extraordinários e do déficit da Previdência, que somou R$ 50,5
bilhões apenas em junho.
Apesar do resultado negativo, a meta fiscal de 2026
continua sendo um superávit de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância que
permite encerrar o ano com resultado primário próximo de zero.

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