O PT definiu uma estratégia para a campanha de
reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de ampliar o
apoio entre os eleitores evangélicos. O plano busca reduzir a vantagem do
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na disputa
pelo Palácio do Planalto.
Entre as principais medidas está evitar debates
sobre temas da pauta de costumes, como legalização do aborto, casamento entre
pessoas do mesmo sexo e linguagem neutra. A avaliação do partido é que esses
assuntos costumam ser explorados por adversários para afastar o eleitorado evangélico
de Lula.
A campanha também pretende relacionar programas
sociais do governo a valores cristãos, destacando temas como família, combate à
fome, justiça social e solidariedade. O PT ainda orientará sua militância
evangélica, formada por cerca de 500 mil filiados, a reforçar essa mensagem
durante o período eleitoral.
Outra frente da estratégia será destacar que o
partido não pretende usar igrejas ou a fé como instrumento político. Com apoio
de 27 núcleos espalhados pelo país, a legenda planeja ampliar o diálogo com
lideranças e comunidades religiosas por meio de debates sobre políticas
públicas e questões do cotidiano, como custo de vida, segurança e oportunidades
de crescimento.
– Nosso projeto é o projeto das comunidades
evangélicas. Nós não vamos manipular a fé de ninguém. Não vamos fazer disputa
político eleitoral usando a fé de ninguém. Nós temos que construir o espaço de
diálogo, afirmou Edinho Silva, presidente nacional do PT, à revista Veja.
A direção da campanha também identificou resistência
entre parte do eleitorado evangélico à utilização política dos púlpitos. Por
isso, o partido pretende reforçar a mensagem de que a igreja não deve ser
transformada em palanque eleitoral.
– Nós não vamos manipular a fé de ninguém, afirma o
presidente do partido e um dos coordenadores da campanha à reeleição, Edinho
Silva.
Pleno News

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